O Português Fácil – Tira Dúvidas de Redação

O domínio da Língua Portuguesa é para poucos. Nem mesmo quem lida com a gramática profissionalmente é capaz de se livrar das dúvidas cotidianas. E para complicar um pouco mais, o governo brasileiro impôs a Nova Ortografia, uma norma que já nasceu com exceções. Por exemplo: a novidade diz que é obrigatório o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” – lógica que transformaria a “reeleição em “re-eleição” e que gerou confusão até mesmo entre dicionários e grandes veículos de imprensa.Como em séculos de história o Brasil nunca teve “re-eleição”, o modelo antigo, sem o hífen, prevaleceu, exceção que não coube ao “microondas”, que virou “micro-ondas.” Professor de Língua Portuguesa e autor de nove livros sobre ela, Douglas Tufano lembra que as polêmicas foram agravadas porque as novas regras só foram oficialmente publicadas pela ABL (Academia Brasileira de Letras) – autoridade indicada pelo governo para editar o Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) – três meses depois que já estava em vigor.

Quem tentou aprender a mudança com o texto oficial, deparou com outra surpresa: ele foi editado em português- mas de Portugal. Assim, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa começa “Considerando que o projecto de texto de ortografia unificada…”. Isso mesmo. Projecto, com “c”, e ainda segue com as explicações da “homofonia de certos grafemas consonânticos”, do “hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver” e tantas outras teorias que, mesmo para os profissionais da língua, precisam de tradução. Tmese, por exemplo, para os brasileiros é a mesóclise. E foi o que Tufano fez. Em sua nova edição do livro, Português Fácil – tira-dúvidas de redação, lançado pela Editora Melhoramentos, além de trazer para a nova ortografia as palavras e conceitos-chaves para não errar na redação, o professor também traduziu para o português do Brasil as mudanças na nova lei. Ele explica que a ideia original da reforma, defendida pelo então Ministro da Cultura, Antonio Houaiss, era aproximar a ortografia dos países de Língua Portuguesa para fortalecê-los politicamente no mundo. O projeto de ortografia unificada foi aprovado pela Academia das Ciências de Lisboa, pela Academia Brasileira de Letras e por delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

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1 comentário Adicione o seu

  1. silas disse:

    Olá, gostaria de uma resposta sobre uma redação que fiz para concurso.
    O suprimento ou seja o esquecimento de uma palavra pode zerar minha redação?
    o tituldo foi: “A socialização na pratica de esposte”. sendo que iniciei assim:
    A pratica de esporte é um elemento fundamental para a sociedade. além de trazer benefícios para saúde do cidadão praticante, é uma forma de socialização entre as diversas classes sociais, objetivando a ” ___ ” migração de certos indivíduos para criminalidade.

    Ou sejá, onde tem o espaço “___”, erá para ter “Não”: não migração de certos indivíduos para criminalidade.

    Obs: No desenvolvimento e conclusão da redação, cloquei tudo nos conforme: que a pratica de esporte é uma “arma” contra marginalização da sociedade.

    Minha pergunta é, será que minha redação será zerada ou perderei pontos? a banca examinadora é a fundação Carlos chagas.

    grato.

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