A experiência de falar pela 1ª vez no exterior

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Você abre os olhos, pega o celular, são 7:00 da manhã, você espia ao redor e estranha o quarto, segundo depois dá aquele mega sorriso porque acaba de lembrar que está em Nova Iorque, mais precisamente em Manhattan, essa é a sensação que define uma viagem de intercâmbio a uma das maiores cidade dos EUA: felicidade!

Depois de um banho, a barriga faz questão de lembrar o quanto você está com fome, já que no dia anterior depois de 12 horas de viagem (duração do vôo de SP a NY), você chegou esgotada e só pensou em dormir. “Bora” pra rua achar um lugar para comer, e aí se você não tiver o mínimo de conhecimento de inglês (o que eu recomendo em qualquer viagem de intercâmbio, aprender o mínimo do idioma e sobre a cultura local), pode tornar a experiência de pedir comida pela primeira vez, num verdadeiro show de horror, ou então você pode usar todo o seu poder da mímica, da interpretação “hollywoodiana”. Dependendo do método escolhido, usar palavras como “Bom dia” e “Por favor” podem ser o passaporte para não passar fome!

Os “nova-iorquinos” não param para tomar café da manhã, eles compram alguma coisa no caminho e vão comendo, o lugar que você pode tropeçar em cada esquina, é o “Starbucks”: mas já informo, o sabor do café nem de longe se compara ao nosso, ele é bem mais ralo, como se fosse aquele leite desnatado, tem de todo tipo: descafeinado, gelado, expresso, em copos “large” imensos, com chantilly, enfim, tem para todos os gostos. O que achei muito legal, é que a maioria das pessoas leva o notebook, conecta o wi-fi e ali mesmo já começa a trabalhar, sem correr o risco de alguém pedir para você sair!

A outra opção mais encontrada em cada quarteirão é o “Dunkin’ Donuts”, lá é onde você encontra aquelas rosquinhas cinematográficas, cheias de cobertura de chocolate e calorias, aquelas que a gente costuma ver os policiais comendo nos filmes, (mas pasmem, não vi um policial sequer passando em frente a essas lojas, rs), que são deliciosas, com cobertura de chocolate, de açúcar, e variados tipos de sanduíches, com bacon, presunto( ou como o misto quente que nós conhecemos), é uma opção bacana, muito saborosa e “very cheap”(uma rosquinha custa em média U$ 1.49), na minha primeira ida devorei 4 rosquinhas. Existem pequenas lanchonetes e padarias, com opções de sucos, smoothies (vitaminas de frutas, mas sem leite! São gostosas, mas eu prefiro com leite), iogurtes, os tradicionais ovos mexidos com bacon, cereal, panquecas e até mesmo um pão com manteiga (não como o que estamos acostumados, mas dá para o gasto). Em Manhattan, devido a correria cotidiana, nem todos as padarias e lanchonetes dispõe de um espaço para você sentar e comer tranquilo, existe um balcão minúsculo para você compartilhar com dezenas de pessoas e se você demorar, o pessoal não gosta muito. Eu pensei que teria mais dificuldades no café da manhã, mas foi bem tranqüilo, até chegar a “hora do lunch”…

Bom, deu 12:00, aí a sua barriga linda e brasileira começa a pedir um prato de feijão com arroz, daí você “perdido” em NY, lembra que eles não tem almoço como aqui, neste horário eles fazem o “lunch”, que é a hora de fazer um lanche mais caprichado, e quem vence é o famoso hambúrguer, ele  é o ídolo! Seja com ovos, com bacon, com queijo, ele é a primeira opção: sempre acompanhado das famosas “french fries”(batata frita) e um generoso copo de refrigerante, e os campeões são “Mac Donald’s”, “Burguer King”, “Wendy’s” e o “Shake Shack”( os valores de uma “meal” completa (hambúrguer, fries e refri) variam de U$ 6.50 a U$ 9.50), mas se você não estiver muito afim de hambúrguer (não se desespere, rs), existem lugares que vendem pedaços gigantes de pizza (e os preços variam de U$3,00 a U$ 6,00) e para melhorar, nestes restaurantes também existe a opção de pasta (penne ou noodles) e você pode escolher o molho e o acompanhamento(frango ou almôndegas), pela bagatela de U$ 6,45!  Se andar pela bela Manhattan, você ainda pode encontrar mini pizzarias, que com 0,99 cents você pode pegar 2 pedaços mais a bebida! E por falar em bebidas, as que fazem o maior sucesso é o café, seguido de refrigerante e na sequência o famoso Orange juice (de garrafinha ou caixinha) para os íntimos, chamar de “OJ”, já esta bom! (vale ressaltar, que o sabor lembra tudo, menos laranja! rs, mas o que vale é a experiência!).

Ainda não gostou de nenhuma opção, calma aí, para os que gostam de uma refeição balanceada e sem imensas calorias, existe uma rede de restaurantes, especializada em saladas: “Just salads”, eles possuem um Buffet variado, você escolhe o tamanho, tempera a gosto, e “ready”! ) Os preços são a partir de U$ 6,00, e eles estão espalhados por toda cidade! Não gostou ainda? Então corre pra rua, em cada esquina tem uma barraca, vendendo o famoso “hot dog”, mas não se assuste, é um pão com uma salsinha fina (e o sabor lembra mais uma calabresa), com um filete de catchup, pela imensa quantia de U$ 3,00!

A hora do “Dinner”, é a refeição principal e tem comida (thanks God)! É o bife (de uns 2cm de altura, o sabor lembra um hambúrguer mais incorpado), com uma salada de verduras ou milho cozido e purê de batatas, e às vezes, tem arroz, só que a textura e o sabor lembram mais aquele arroz japonês, sem óleo e sem tempero (Só Jesus sabe como eles preparam!).

Quer sobremesa? O sorvete de rua é uma maravilha! Eles vendem em pequenos furgões, uma casquinha imensa (o dobro do tamanho da casquinha do Mac) por U$ 4,00! Outro sorvete muito famoso e delicioso é da marca “Ben Jerry’s”, (que também tem aqui no Brasil) é uma fortuna, duas pequenas bolinhas num copo minúsculo são U$ 6.45 dólares, na loja da marca (na 45 com a Broadway), se você quiser quebrar a dieta com estilo, você não vai se arrepender, os sabores são incríveis! Cansou de sorvete? Tem as famosas “cheesecakes” e a “Júnior’s” é a especialista no assunto, a vitrine é a perdição, antes de escolher um sabor você já babou a loja inteira, é uma loucura e o sabor é divino, o preço médio de uma fatia bem generosa é U$ 7.50!

Algo que me surpreendeu muito é que ao longo de toda a Diva Manhattan, rs, existem várias praças pequenas e nelas várias barracas de frutas, com destaque para grandes morangos, maçãs, peras, amoras, ameixas e bananas! Num universo de tantas coisas industrializadas, eu pensei que achar frutas fosse algo que precisasse de muita sorte! Outra coisa bacana, é que os “nova-iorquinos” não tem muita frescura para comer, muitos deles compram a refeição vão para um parque ou praça sentam e comem tranquilamente (vi muito isso no Bryant Park, Battery Park, Central Park e aos arredores da Broadway). Não vi medo nas ruas, as pessoas caminham com seus iphones e bolsas de marca tranquilamente, eu andava com a minha câmera e celular sem ter que ficar toda hora olhando ao redor, sem receio de arrancarem de mim a qualquer momento, pode parecer bobagem, mas na hora de escolher uma cidade para fazer intercâmbio, o fator segurança é muito importante!

O que eu contei aqui foram descobertas pessoais, é óbvio que existem outras infinidades de coisas incríveis para experimentar na Big Apple, para quem gosta de muito agito, é uma cidade que eu super recomendo: linda, segura e com várias opções gastronômicas! Now, It’s up to you!

MIRACEMA FRANÇA é publicitária e fotógrafa e estudou na EC New York.

 

1 comentário Adicione o seu

  1. Obrigada por compartilhar sua bela experiência Mira. Gosto muito de viajar e conhecer novos lugares e culturas e foi o que o seu texto me proporcionou. Bjs

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