Nas ruínas mais famosas do povo inca

Um dos atrativos de Cusco, são os sítios e parques arqueológicos. Em seus arredores estão algumas das ruínas mais famosas do povo inca. Os locais abertos a visitação possuem apenas pedaços das edificações originais, que tinham funções religiosas, científicas e militares. Alguns edifícios serviam de defesa ou como local de descanso durante viagens pelos territórios do império, enquanto outros eram utilizados para culto a deuses, observações astronômicas ou agricultura experimental.

O Vale Sagrado dos Incas está compreendido entre os povoados de Písac e Ollantaytambo, paralelo ao rio Vilcanota ou Wilcamayu (‘rio sagrado’) e reserva muitas histórias e práticas culturais milenares, como no Chinchero onde é possível acompanhar o processo de tingimento de tecidos a partir de cores extraídas de produtos naturais, e acompanhar um pouco do trabalho artesanal desenvolvido por peruanas.

 

A melhor maneira de ir até os parques é contratar o passeio turístico em uma das agências espalhadas pelo centro de Cusco. Em média gastará de R$150 a R$200, incluindo transporte do centro de Cusco até os parques e ingresso para entrada. Let’s go!  Prepare-se para andar! Leve muita água e vamos aos principais sítios e parques arqueológicos de Cusco:

 

Urubamba: A própria localização, no Vale Sagrado dos Incas, faz de Urubamba um local místico e mágico. A montanha de Ch’iqun coberta de neve situa-se altaneira ao fundo desta cidade peruana que serve de base para quem quer visitar as famosas ruínas incas antigas de Machu Picchu. Passeios de tirolesa ou a cavalo proporcionam experiências inteiramente diferentes neste vale dos Andes.

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Písac: O Parque Arqueológico Nacional de Pisac consiste em agrupamentos arqueológicos, entre os quais se destacam; plataformas, aquedutos, caminhos associados a muralhas e fachadas, cursos de água canalizados, cemitérios, pontes, etc. Sobre esta área estão as ruínas que ocupam as colinas, formando grupos de arranjo complicado, enquanto em outras construções se notam isolada dos outros grupos.

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Ollantaytambo: No parque arqueológico de Ollantaytambo cada trabalho em pedra é uma verdadeira obra. Uma das atrações do local é o Templo do Sol. Está localizado no bairro de mesmo nome, na província de Urubamba, 60 km em linha reta da cidade de Cusco. É uma obra monumental da arquitetura incaica. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. Em seus palácios vivem os descendentes das casas nobres cusquenhas. Os pátios mantêm sua arquitetura original. Atualmente é um povoado, capital do Distrito de Ollantaytambo (Província de Urubamba), situado na parte sul a cerca de 90 km a noroeste da cidade de Cusco. É um dos pontos de partida do caminho a Machu Picchu.

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Chinchero: Normalmente, chegamos a Chinchero no caminho de volta para Cusco (Tour Vale Sagrado ou Pull), está a uma hora de Ollantaytambo, e cerca de 40 minutos de Cusco. O atual povoado de Chinchero e Ollantaytambo, assim como outros lugares da região, estão assentados sobre antigos povoados pré-hispânicos. Chinchero estava na rota direta que, em tempos incas, dava acesso direto para Machu Picchu e foi um importante centro urbano que ainda hoje vemos em torno de sua igreja e praça. Chinchero foi um importante centro urbano, cujo principal centro, estava localizado onde hoje é a igreja. Em sua vizinhança são exibidas formidáveis paredes de poliedros formando aterros que moldam as plataformas. Podemos ver grandes salas com janelas, nichos, portas e acessos. Também, no local, encontramos os restos de três templos chamados Titiqaqa, Pumaqaqa, e Chincana, que são afloramentos de rocha enormes de calcário cuidadosamente esculpidas, como bancos, escadas, armários e canais. Há um grupo de plataformas construídas obedecendo a conformação do solo.

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Sacsayhuaman:
Localizado a dois quilômetros de Cusco, Saqsaywaman é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Peru. Seu nome em quéchua significa falcão satisfeito e está localizado a mais de 3,5 mil metros acima do nível do mar. Acredita-se que tenha sido construída para fins cerimoniais, mas também pode ter sido utilizada como um forte. A estrutura é formada por grande rochas, algumas chegando a cinco metros de altura e 350 toneladas, encaixadas perfeitamente. Suas paredes, levemente inclinadas formam um grande zigue-zague, imitando a forma de uma serpente, que na cultura inca representa o mundo espiritual. Saqsaywaman está dividido em sete setores: Suchuna, dedicado ao deus arco-íris; fortalezas formadas por paredes em zigue-zague; torres (Muyuccmarca, Paucamarca e Sallaqmarca); paucarmarca, lado sul do terreno; sallaqmarca; as portas T’iopunku (do sol), Ajawanapunku (da chicha) e Wiracochapunku (de Wirachocha); e reservatório, dedicado a pagamentos à água. Saqsaywaman teria sido uma estrutura religiosa, mas também teve uma função militar. Aqui havia cultos ao sol, à lua, à Vênus, ao relâmpago e ao trovão. Todo dia 24 de junho, no solstício de inverno, o local recebe o festival Inti Raymi, que representa o ritual incaico de culto ao deus sol. O evento conta com fantasias coloridas, danças típicas e cerimonias tradicionais.

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Tambomachay: A cerca de oito quilômetros de Cusco, Tambomachay originalmente era dedicado ao culto à água e a regeneração da terra. Se calcula que o lugar com extensão de meio hectare foi construído por volta de 1500 d.C.. O sítio arqueológico, também conhecido como Baño del Inca, possui uma série de aquedutos, canais e cascatas em sua estrutura rochosa. Na época dos incas o santuário possuía ainda um jardim onde era praticado o cultivo experimental. As pedras do sítio arqueológico escondem desenhos, forma de comunicação utilizada pelos incas. O nome Tambomachay em quéchua significa lugar de descanso, pois ficava no caminho de Kapaq Ñan e servia de ponto de comunicação com todos os povoados de Tawantisuyo.

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Puka Pukara: A incidência do sol dá um tom avermelhado às pedras desse sítio arqueológico, por isso seu nome em quéchua significa forte vermelho. Localizado a seis quilômetros de Cusco, esse antigo forte militar possui praças, canais e terraços. Daqui também é possível ter uma bela vista das montanhas da região.

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Kenko: Esse pequeno sítio arqueológico, localizado a cerca de quatro quilômetros de Cusco, realmente se assemelha a um labirinto, como seu nome em quéchua sugere. Para arqueólogos, a construção de 1500 d.C foi um lugar sagrado para realização de cerimônias para honrar o sol, a lua e as estrelas. O local também possuía um espaço para observação astronômica, um anfiteatro com assentos e uma praça semicircular. As galerias subterrâneas escondem uma sala de sacrifícios onde também eram feitas mumificações. Quando foi descoberto o local estava coberto de outo e prata.

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Hatun Machay: A floresta de pedra Hatun Machay, no coração de Ancash a 4200 metros acima do nível do mar. Lá, você pode fazer caminhadas (trekking), escalada e outras atividades. Esta floresta de pedra majestoso cobre 200 hectares nas Montanhas Negras, 75 quilômetros ao sul de Huaraz. Descrito pelos especialistas como um dos mais impressionantes formações geológicas dos Andes, suas rochas vulcânicas atingir até 60 metros de altura e foram moldadas pela chuvas e ventos altiplano. Hatun Machay é considerado o epicentro para aqueles que querem fazer escalada no Peru, e para dias turismo místico. No entanto, por sua incrível paisagem e rodeado por biodiversidade e outros animais típicos dos Andes, qualquer pessoa pode viajar e desfrutar o que você vê, não necessariamente com esportes de aventura.

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Maras (distrito): As salinas de Maras são um espetáculo impressionante. Ali o negócio não tem nada a ver com a civilização inca, mas com o povo peruano mesmo, que deu um jeito de produzir sal de qualidade mesmo a dezenas de quilômetros de distância do mar. É que por ali tem uma nascente de água salgada que já era conhecida mesmo antes da chegada dos espanhóis. Se você bloqueia a passagem dessa água, fazendo-a percorrer umas piscinas rasas antes de deixá-la desaguar no rio Vilcanota (ou rio Urubamba, dá no mesmo), você tem uma das mais impressionantes salinas do Mundo. Famílias humildes da região são responsáveis por cuidar de seus próprios tanques, e o dinheiro arrecadado da venda do sal e dos ingressos aos visitantes é rateado entre eles. Não sei se eles conseguem produzir em escala industrial, mas com certeza a extração é completamente artesanal, como vimos com nossos próprios olhos. Ouvi dizer que alguns restaurantes gourmet do mundo se orgulham de utilizar um tipo de sal rosado que sai dali.

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Mais algumas fotos:

 

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