Belas paisagens e axé atraem turistas a Porto Seguro

Os títulos de Patrimônio Histórico Nacional e de Patrimônio Natural da Humanidade não foram conferidos por acaso à cidade de Porto Seguro. Localizado no litoral sul da Bahia, o município guarda riquezas culturais, arquitetônicas e naturais. Da cultura dos índios pataxós ao Parque Marinho Recife de Fora, incluindo museus e prédios históricos, a preservação é o marco da cidade.

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Centro da cidade é um verdadeiro resgate do Descobrimento do Brasil

De acordo com o Ministério do Turismo, estima-se que 400 mil visitantes por ano desembarquem ali para aproveitar suas famosas praias, falésias, piscinas naturais, passeios marítimos e muita cultura. Na cidade histórica, igrejas muito antigas e construções coloniais revelam muitas curiosidades sobre a história do descobrimento, além do magnífico Marco de Posse, lavrado em pedra de cantaria, provavelmente trazido de Portugal em 1503, para demarcar as terras sob o poder da coroa portuguesa.

Entre as construções mais visitadas estão casas dos séculos 16, 17 e 18 feitas de pedra, a antiga prisão, a prefeitura e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Pena, construída em 1730, que guarda uma imagem de São Francisco de Assis do século 16, a primeira trazida ao Brasil. O Memorial da Epopeia do Descobrimento guarda detalhes sobre a colonização do país, além de informações sobre as espécies nativas encontradas na pequena trilha na qual o passeio começa. A grande estrela do memorial é uma réplica em tamanho real do navio de Pedro Álvares Cabral, que aportou no Brasil em 1500.

E quando se fala em praias, Taperapuã é o nome mais escutado na cidade. Com orla de 25 quilômetros de águas azuis e calmas, seu contraponto é Mutá, que não concentra o trabalho de vendedores ambulantes e nem axé. Ideal para quem busca tranquilidade. Recebem destaque também as praias Curuípe,   Cruzeiro, Itacimirim, Mundaí e Ponta Grande. E na divisa com Santa Cruz Cabrália está Coroa Vermelha, onde uma cruz indica o local da primeira missa rezada no Brasil. É uma praia limpa que, na maré baixa, forma piscina naturais.

O passeio de escuna ao Parque Marinho do Recife de Fora reserva muita beleza e contato com a natureza. Se a maré estiver baixa, o turista pode ter um contato direto com os peixes. As baleias jubarte também chamam atenção dos visitantes. Entre os meses de julho e outubro (época de reprodução dos animais) são realizados passeios de barco para apreciação da espécie.

Porto Seguro
Porto Seguro conquista por belas paisagens e muita história

Cidade que não dorme – Também conhecida como cidade que não dorme, Porto Seguro é um destino muito procurado pelos jovens. Milhares de estudantes de ensino médio invadem a cidade entre outubro e novembro para comemorar antecipadamente formatura e férias. Eles têm na ponta da língua os nomes Axé Moi, Barramares e Toa-Toa, os mais conhecidos complexos que se revezam a cada noite em baladas movidas a axé music e capeta (um explosivo drinque feito de vodca e guaraná em pó, entre outros ingredientes). O esquenta tem início no centro da cidade, onde está localizada a Passarela do Álcool, com uma diversidade de bares, barraquinhas e restaurantes.

E quando se fala em gastronomia, Porto Seguro não deixa a desejar. A cidade dispõe de variada culinária, incluindo no cardápio desde pratos internacionais a iguarias com frutos do mar. Mas, para o visitante entrar no clima da cultura local, a dica é aproveitar a culinária baiana, com muito vatapá, caruru, sarapatel e o famoso acarajé. É possível encontrar pacotes de viagens para Porto Seguro, com passagem aérea, traslados, passeio e hospedagem a partir de R$ 950.

Gabriel, o  anjo das ruas – Encontrar vendedores ambulantes nas ruas de Porto Seguro é muito comum. Mas, Gabriel Silva, de 12 anos, encanta por sua simpatia, apesar da aparente timidez, o garoto produz e vende flores de palha, para ajudar sua família.

Com muita habilidade, em menos de cinco minutos, as folhas secas se transformam em lindos botões de rosa. A abordagem ao turista é mais ou menos assim: “Você aceita uma rosa?”. E começa o trabalho artesanal.

Gabriel não pede dinheiro na rua, com muita maturidade para um garoto de 12 anos, apenas diz que cada turista pode avaliar seu trabalho e pagar o quanto achar válido. Enquanto faz sua arte, o garoto fala de seus sonhos, entre eles, conhecer São Paulo, a terra dos  arranha-céus.

Gabriel cria flores de palha e encanta turistas
Gabriel cria flores de palha e encanta turistas

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