Brotas: a rota certa para quem gosta de aventura

Atendendo a pedidos, o artigo desta semana traz uma opção de viagem na nossa região. Localizada a 185 quilômetros de Jundiaí, a cidade de Brotas é um paraíso para os amantes dos esportes radicais, mas também oferece sossego.

Rafting, canyoning, trekking e arborismo são alguns dos esportes radicais mais procurados em Brotas. Para quem gosta de calma e sossego a cidade oferece também opções mais “lights”, como a tradicional cavalgada, trilhas com direito a mergulho nos lagos e cachoeiras, e ainda a deliciosa comida típica da fazenda. Até quem busca uma aventura ‘extraterrestre’ vai se divertir por lá. É só dar uma passadinha no CEU (Centro de Estudos do Universo) e fazer um tour pelo Sistema Solar. Maior complexo astronômico da América Latina, o CEU é um espaço interativo, composto por observatório, planetário, centro de exposições, laboratório e anfiteatro. Permite aos visitantes observar o universo por um grande telescópio e assistir a apresentações multimídia sobre astronomia. Este passeio deve ser marcado com antecedência.

Além de ganhar fama por ser a terra natal do cantor Daniel, a cidade de Brotas também é reconhecida como capital dos esportes radicais por conta da procura pelo rafting. Rodeada de agências que promovem atividades esportivas, o rafting é o pioneiro na lista. “A procura pelos esportes radicais é intensa nos períodos de alta temporada (meses de janeiro, julho e dezembro), mas o rafting é campeão na preferência das pessoas” comenta o instrutor, Antonio José Salvatti, mais conhecido como Zé Prego. A prática do rafting acontece junto às corredeiras do rio Jacaré-Pepira.

Num bote inflável os praticantes descem o rio estimulados por um grito de guerra e muita emoção após cada queda d’água, cuja profundidade pode chegar a três metros de altura. São quinze quilômetros de pura adrenalina.

“Gostaria que todos tivessem a oportunidade de praticar o rafting, pois essa mistura de tranqüilidade e adrenalina não se encontra em nenhum lugar. Fica até difícil traduzir a sensação de descer o rio e se deparar com macacos, bichos do mato e o barulho das águas. É terapia para acabar com qualquer estresse”, diz Zé Prego, que há 10 anos faz a mesma rota para acompanhar os turistas na descida do Jacaré-Pepira.

Tudo pronto – Para praticar rafting não é preciso saber nadar. A exigência é que o interessado tenha acima de 1,20 de altura e idade mínima de 12 anos. Todos os participantes maiores de idade assinam um termo de responsabilidade e passam por um breve treinamento para aprender a remar. O passeio dura aproximadamente duas horas e meia e tem início em um trecho tranquilo do rio, onde são feitos o aquecimento e um treino das principais manobras e  remadas. “Pelo menos uma vez ao ano venho praticar o rafting, isso me ajuda a renovar as forças e aliviar o cansaço. A cada passeio é uma sensação diferente”, diz Osmar da Silva,que saiu da cidade de Ribeirão Pires (SP) para fazer o passeio.

O traje para a prática do rafting deve ser simples e leve. O ideal é usar calças de ginástica e camisetas. Sensação de frio e os insetos não representam problema. A agência de esportes oferece jaqueta térmica, que conserva a temperatura do corpo, já que perto do rio a temperatura costuma ser mais baixa. O uso de calçados que não saiam dos pés é obrigatório em todos os esportes, entre eles tênis, sapatilhas ou sandálias papete. E depois do treinamento é só curtir a adrenalina de descer o rio Jacaré-Pepira.

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